Delegado volta a interrogar familiares após não ter novas pistas sobre desaparecimento de menino

A Polícia Civil continua procurando pistas do menino Pedro Lucas Santos, de 9 anos, que desapareceu há mais de um mês em Rio Verde, na região sudoeste de Goiás. O delegado do caso, Adelson Candeo, contou que continua fazendo interrogatórios com a família do menino.

“Ainda estamos colhendo novos depoimentos dos familiares, a fim de esclarecer pontos obscuros e duvidosos que restaram dos depoimentos anteriores deles”, explicou o delegado.

A mãe e o padrasto já foram ouvidos novamente, segundo a polícia. Uma tia prestou depoimento na tarde de ontem (7). E a avó e um tio devem ser ouvidos hoje (8).

O delegado considera tanto a hipótese do menino ainda estar desaparecido quanto dele ter sido morto. A possibilidade de sequestro já foi descartada pelas investigações.

Adelson reforçou que a demora da família para registrar o caso na polícia dificultou a investigação. Muitas imagens de câmeras de segurança se perderam por conta do tempo decorrido. Apesar disso, a mãe e o padrasto de Pedro Lucas não são considerados os principais suspeitos do desaparecimento.

“Eles colaboraram com a investigação e apresentaram espontaneamente seus telefones, apesar da suspeição de início, nesse momento eles são relativamente afastados da investigação”, disse o delegado.

Recompensa sem resultados

Como o caso comoveu toda a cidade de Rio Verde, um vereador entrou em contato com a Polícia Civil oferecendo R$ 10 mil de recompensa para quem der informação válida que leve ao paradeiro do garoto.

Mas segundo o delegado, até a tarde de quinta-feira (6), nenhuma informação havia sido enviada pelos canais oficiais.

“No canal oficial indicado nenhuma informação chegou. Apenas denúncias em páginas de notícias, que são encaminhadas para nós. Mas sem fundamentos, por enquanto”, informou o delegado.

A recompensa não será válida para “membros das forças policiais e nem eventual autor de crimes contra o garoto e familiares do Pedro Lucas”. Além disso, a polícia disse que a informação deve ser definitiva para localizar Pedro Lucas e enviada pelo canal oficial de informações do Grupo de Investigação de Homicídios, pelo WhatsApp (62) 98499-0359.

No dia 1º de dezembro, exatamente um mês depois que o menino sumiu, as polícias civil e militar começaram uma nova força-tarefa para tentar encontrá-lo. Ao g1, Adelson explicou que se reuniu com outro delegado e dois coronéis da PM para estabelecer os próximos caminhos do caso. Na reunião, eles dividiram as tarefas e atribuíram aos policiais.

“É uma busca de informações em campo, um tanto quanto diferenciada do que a gente fez até agora”, reforçou o delegado.

O delegado estima que 20 servidores atuam na nova fase das buscas. Para não atrapalhar as investigações, a polícia não pode divulgar informações das linhas de apuração.

G1 GO

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