Governo de Goiás assume integralmente regulação de vagas de unidades de média e alta complexidade do estado; entenda o que muda

O governo de Goiás assumiu de forma integral a regulação das vagas das unidades de média e alta complexidade de Goiás, ao começar a gerir o Complexo Regulador Estadual (CRE). O órgão regula e intermedia os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso, a pasta passou a gerenciar o acesso às vagas de todas as 30 unidades de saúde de Goiás. Entre elas, estão policlínicas e hospitais.

Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol, Goiás — Foto: Paula Resende/ G1

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o objetivo do estado assumir a regulação das vagas é otimizar a regulação dos atendimentos de saúde. De acordo com o Portal de Transparência da SES-GO, o número de pacientes aguardando vagas de internação em Goiás até às 16h30 desta terça-feira (10) era de 684 pessoas. Já quanto ao número de leitos, até esse mesmo dia e horário existiam 3213 leitos (de enfermaria e Unidades de Terapia Intensiva) regulados na rede estadual.

Questionado se essa mudança deve agilizar as filas para as consultas e cirurgias eletivas, o secretário de saúde de Goiás Sérgio Vencio explicou que esse é o objetivo.

“Sabemos que na nossa rede estadual, algumas não conseguem cumprir as metas de consultas e cirurgias e, por outro lado, temos pacientes na outra ponta da fila. Ao assumir isso, o objetivo é tentar dar agilidade, gestão melhor e melhor atendimento a esses pacientes”, explicou.

Para isso, a pasta explica que o sistema de gestão da regulação, que consiste em cruzar informações entre as unidades de saúde para a realização de atendimentos e transferência de pacientes, será reavaliado. A secretaria ainda explica que tal otimização também demanda um serviço de inteligência, como o investimento em um software resolutivo que integre os municípios.

A intenção, segundo a pasta, é fazer com que “o paciente correto esteja no lugar certo e no momento adequado”, para que seja realizado o atendimento necessário à determinada demanda.

No entanto, a secretaria reforçou que, inicialmente, a mudança significativa é administrativa, uma vez que os servidores do complexo passarão a ser contratados da própria secretaria, e não mais de uma Organização Social em Saúde (OS). O próximo passo, de acordo com a pasta, é colocar em prática o planejamento estratético dessa gestão direta da regulação das vagas nas unidades de saúde.

G1 GO

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