Vereador de Santa Rita do Novo Destino suspeito de matar o tio se entrega à polícia

O vereador de Santa Rita do Novo Destino, Eliosmar Araújo Silva (MDB), conhecido como “Neném do Anjinho”, suspeito de matar o tio Jorge Arruda da Silva, de 72 anos, na última segunda-feira (02/01), após uma discussão por conta do aluguel de um pasto, foi preso em flagrante, ontem, após se entregar à Polícia Civil de Goianésia.

Vereador ficou foragido durante um dia, até se entregar para a Polícia Civil de Goianésia / Foto: Reprodução

O crime aconteceu no povoado de Verdelândia, de acordo com testemunhas, o vereador e o tio, Jorge Arruda da Silva, de 72 anos, entraram em discussão durante negociação de valores do aluguel de uma propriedade rural na região. Logo depois do primeiro desentendimento, a vítima, de posse de um facão, teria ido até um estabelecimento comercial onde Eliosmar se encontrava e começaram uma nova discussão.

Jorge Arruda da Silva, de 72 anos, discutiu com o sobrinho por valor de aluguel de pasto. / Foto: Divulgação

Em meio a essa nova discussão, Eliosmar teria efetuado ao menos três disparos de arma de fogo contra o tio, e em seguida fugiu do local. As equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) chegaram a ser acionadas, mas, a vítima morreu ainda no local.

De acordo com o delegado Marco Antônio Maia, o tio queria pagar um valor menor do que o combinado, que era na casa dos R$ 10 mil. “Ele está preso, se entregou com a presença dos advogados, Ele está alegando legítima defesa. Disse que o tio foi para cima dele com um facão dizendo que iria mata-lo, aí ele revidou para se defender”, explicou o delegado.

Controvérsias

Marco Antônio relata que as testemunhas se contradizem. Isso porque algumas alegaram que o crime foi por legítima defesa, enquanto outras afirma que o crime foi doloso. Uma perícia foi solicitada para saber de fato como o crime ocorreu.

Além do homicídio, o vereador também pode responder por porte ilegal de arma de fogo, visto que a arma utilizada no crime e apresentada por ele, não possui documentação. Caso seja condenado, ele poderá pegar uma pena de 34 anos de prisão. “Nas próximas horas ele vai passar por uma audiência de custódia para saber se o judiciário vai mantê-lo preso ou não”, concluiu o delegado.

Informações Jornal Opção

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